Biblioteca Escolar de Nevogilde
21.3.11
 
 
Tempo de Poesia
 
Todo o tempo é de poesia
 
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia
 
Todo o tempo é de poesia
 
Entre bombas que deflagram
Corolas que se desdobram
Corpos que em sangue soçobram
Vidas que a amar se consagram
 
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria
 
Todo o tempo é de poesia
 
Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia
 
António Gedeão
link do postPor benevogilde, às 00:36  comentar

 
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